Coletivo de arquitetura de BH apresenta o trabalho de assistência técnica em Curitiba

Na sexta feira Carina Guedes e Lu Dandara, do coletivo Arquitetura na Periferia, de Belo Horizonte, apresentam a experiência do trabalho realizado pelo grupo no painel Assistência técnica e a experiência do Arquitetura na Periferia. O evento vai ser realizado na UTFPR campûs Ecoville, às 9h30.

A proposta do trabalho desenvolvido por este coletivo de mulheres é de levar o serviço de arquitetura e engenharia à periferia para a melhoria da moradia de mulheres, através da formação e empoderamento das moradoras na construção e reforma de suas residências. O projeto se desenvolve especificamente nas periferias, por serem locais onde não se tem acesso aos suportes técnicos de engenharia e arquitetura na hora de construir ou reformar. O coletivo, através da assistência técnica, faz atuação em duas comunidade de Belo horizonte,  Dandara, localizada na Região Norte e a Eliana Silva, localizada na Região do Barreiro.

O grupo apresenta as etapas práticas e teóricas de uma obra para que mulheres das comunidades possam projetar e efetuar as obras em suas residências. Fazendo a criação das plantas dos imóveis, passando pela questão econômica da obra e até até mesmo etapa final, colocando as mãos na massa com a oficina de construção. Fortalecendo então a autonomia das participantes.

Além do painel na sexta-feira de manhã, o coletivo também irá estar presente em uma roda de conversa com instituições que já possuem atuação em comunidades com vulnerabilidade social e ocupações irregulares. Este bate-papo vai acontecer no auditório do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-PR) às 18h.

No sábado de manhã será realizada uma oficina na Sociedade Barracão, que fica no bairro Boqueirão. A comunidade recebeu a primeira vitória de usucapião coletivo no Brasil, e a maioria dos moradores pratica a atividade de catador de material reciclável.

O projeto surgiu em 2013, após a dissertação de mestrado de Carina Guedes (EA da UFMG), que questionava o motivo da maioria da população brasileira não ter o acesso aos serviços técnicos prestados por arquitetos e engenheiros antes ou durante a sua obra. A Assistência Técnica pública e gratuita para a população de baixa renda é assegurada pela Lei nº 11.888/08, como parte integrante do direito social à moradia previsto no art. 6o da Constituição Federal. Essa é uma nova perspectiva para a profissão de arquitetura e engenharia:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*