Artigo debate interesses por trás da revitalização do Centro Histórico de Curitiba

RiachueloO artigo Riachuelo: da (in)visibilidade de uma rua reinventada a indícios de uma gentrificação em construção de Andrei Mikhail Zaiatz Crestani, do doutorando em Arquitetura e Urbanismo na USP-São Carlos,  analisa o caso da Rua Riachuelo, uma das principais do Centro Histórico de Curitiba. Recentemente, a região passou por uma revitalização, iniciativa que se mostra frequente nos bairros e ruas históricas dos grandes centros urbanos. Andrei aponta o crescente processo de gentrificação e enobrecimento da região, que fatalmente provocará a expulsão silenciosa da população das redondezas da Riachuelo.

Confira o artigo na página 49 da edição número 16 da revista eletrônica E-metrópolis

Leia abaixo o resumo do artigo:

Centros urbanos são espaços que recorrentemente recebem propostas de recuperação devido à degradação ou subutilização gerada pelo desinvestimento público e abandono da população. A renovação urbana tem sido sinônimo de processos de gentrificação, os quais resultam no enobrecimento desses locais e consequente “expulsão” silenciosa da população. Neste artigo Andrei Mikhail Zaiatz Crestani avalia o caso da rua Riachuelo em Curitiba, a qual desde 2009 passa por uma renovação socioespacial e econômica expressa na agenda dos seus projetos. São exploradas as contribuições teóricas de Hamnnet (2003), Smith (2002; 2006), Vargas e Castilho (2009) e demais autores que se debruçam sobre o fenômeno. Os efeitos do processo de recuperação urbana da Riachuelo ainda não são totalmente visíveis, mas é perceptível que tal movimento se construiu a partir de ações pautadas em um planejamento no qual a gentrificação se apresenta como estratégia de políticas urbanas e não apenas como um fenômeno “inesperado”.

 

 

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